Parceria entre AMC e Fiesc resulta em ações práticas de cunho social

O segundo “Café com a Fiesc”, que reuniu, na manhã de hoje (15/04), em Joinville, magistrados e representantes do Sistema Fiesc, já apresentou novos resultados práticos, que vão beneficiar crianças e adolescentes que se encontram em centros de abrigamento, bem como detentos do sistema prisional de Joinville. O presidente da Fiesc, Glauco José Côrte anunciou que vão ser doados 1.000 livros para a Penitenciária de Joinville, a serem utilizados no projeto desenvolvido pelo juiz da Vara de Execução Penal, João Marcos Buch, o qual permite a remição da pena por meio da leitura.

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A Fiesc também deverá encampar ideia apresentada pelo presidente da Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC), juiz Sérgio Luiz Junkes, no sentido de oferecer a mais de 500 jovens que deixarão em breve os centros de abrigamento espalhados pelo Estado uma oportunidade de qualificação profissional, trabalho e renda. Os empresários também vão apoiar o projeto desenvolvido pela juíza Hildemar Meneguzzi, da Vara da Infância e Juventude de Joinville, referente à apresentação de peças teatrais relacionadas à temática “Alienação Parental”.

O encontro realizado na sede do SESI, em Joinville, iniciou com uma apresentação das atividades desenvolvidas pelos órgãos que compõem o sistema Fiesc. O primeiro a fazer uso da palavra foi o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, fazendo um balanço das atividades desenvolvidas pela instituição, com foco na educação e saúde dos trabalhadores da indústria catarinense, seguido dos diretores do Senac, Sesi e IEL/SC. “Temos razões e convergências para atuar em conjunto, por um Estado mais justo e desenvolvido”, frisou.

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O presidente da AMC, juiz Sérgio Junkes, também fez uma breve apresentação da entidade que representa os juízes e desembargadores catarinenses, a qual, segundo ele, tem como missão não só a defesa das prerrogativas e garantias da magistratura, como também tem atuado, em seus 52 anos de história, em favor da sociedade catarinense. “Considero essa aproximação de fundamental importância. Precisamos e podemos unir forças para debater esse sistema tributário perverso, remover barreiras para aperfeiçoar o nosso sistema legislativo, seja para aumentar a competitividade da indústria ou para nos ajudar a prestar um atendimento jurisdicional mais célere. E a Fiesc pode nos ajudar muito, como já vem acontecendo, em projetos conjuntos. Quem ganha com essa parceria, sem dúvida, é o cidadão”, sublinhou.

O titular da Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude (Ceij), desembargador Sérgio Heil, enalteceu a parceria, que já está rendendo bons frutos. Ela lembrou que do primeiro encontro resultou a entrega de 900 títulos, os quais beneficiaram cerca de 1,6 mil crianças e adolescentes que se encontram em abrigos. Heil também citou outra ação prática realizada em Gaspar, onde foi implementado um laboratório didático móvel, em convênio com a Conferência Vicentina, oferecendo qualificação educacional a jovens em situação de risco. “Neste momento, meninos e meninas estão sendo aliciados para trabalhar no tráfico de drogas. O futuro delas, como dizem suas mães, é caixão, cadeira de rodas ou cadeia. Penso que essa parceria já terá valido a pena se conseguirmos atender e dar oportunidade a estes jovens, oferecendo a eles, principalmente, educação de qualidade”, destacou.

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O desembargador Ricardo José Roesler também se manifestou, dizendo-se um entusiasta dessa aproximação entre Justiça e sociedade. Em sua gestão, Roesler também abriu e manteve abertos os canais de interlocução com a Fiesc. “Conhecendo as pessoas, podemos decidir muito melhor. Por isso vejo com muita alegria essa aproximação com a Federação das Indústrias catarinenses, a qual representa a força motriz do nosso Estado”, comentou.

O diretor do Foro, Rudson Marcos, apresentou um panorama da comarca, a qual conta hoje, com 24 varas, por onde tramitam 160 mil ações judiciais, sendo o segundo maior acervo de processos e a segunda maior comarca do Estado. Estamos fazendo um trabalho de aproximação com a comunidade e de melhoria dos serviços prestados, como é o caso, agora, do projeto que trata das certidões online”, acrescentou.

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Os juízes João Marcos Buch, Hildemar Meneguzzi e Fernando de Castro Farias também fizeram uso da palavra, destacando as ações desenvolvidas em suas respectivas unidades, as quais visam à ampliação do diálogo entre Judiciário e sociedade, para melhorar o atendimento na área da Infância e Juventude e funcionamento do sistema prisional, bem como a necessidade de ações de cunho preventivo para evitar a escalada da violência e da criminalidade.

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