AMC une Fiesc e Judiciário para capacitar adolescentes nos abrigos da região Oeste

A Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) articulou hoje, dia 8 de julho, os primeiros passos de um projeto que une a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) e o Poder Judiciário, por meio da Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude (Ceij), em prol dos adolescentes que, ao completar 18 anos, deixam os abrigos sem nenhuma perspectiva.

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A estimativa é que nos próximos anos, cerca de 600 jovens, ao atingirem a maioridade, deixarão as casas de acolhimento no Estado. A iniciativa pretende capacitá-los e inseri-los no mercado de trabalho, como forma de oferecer um novo caminho.

O encontro, que ocorreu na sede do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de Chapecó, serviu para preparar o lançamento do projeto, que inicialmente atingirá a região Oeste e atenderá 39 jovens, entre 17 e 18 anos. “O objetivo é capacitá-los para uma vida autônoma”, resumiu o presidente da AMC, juiz Sérgio Luiz Junkes, ao recordar que é preciso cada vez mais aproximar a Justiça da sociedade e melhorar o desenvolvimento social dos catarinenses.

No primeiro momento, os jovens serão capacitados profissionalmente pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL), ligado ao Sistema Fiesc, de acordo com as suas afinidades ou aptidões. Em seguida, serão encaminhados para ocupar vagas de trabalho nos mais diversos ramos da indústria e, por último, uma avaliação ajudará ainda aqueles que precisam receber algum tipo de complemento na escolaridade. “Vamos lançar o projeto piloto e validar a metodologia. Mas, o objetivo é levá-lo para toda Santa Catarina”, explicou a coordenadora da área de estágio do Instituto, Bianca Pauletti.

“Essa ação é importante e urgente. Todos os anos, vemos muitos meninos e meninas saírem dos abrigos sem nenhuma perspectiva de futuro”, justificou a assistente social Carme Salete Collet, que atua na Comarca de Chapecó. Para ela, que está na área há 27 anos, é essencial oferecer uma nova expectativa de vida.

Entre outros ganhos, para o coordenador da AMC na região, juiz Gustavo Emelau Marchiori, o projeto poderá contribuir diretamente com a redução da criminalidade. Concorda com ele, o juiz Ermínio Darold, para quem haverá um resgate importante da autoconfiança e autoestima dos jovens. “A capacitação é essencial para gerar um feedback positivo”, acredita.

O vice-presidente de Assuntos Regionais da Fiesc, Waldemar Schmitz, garantiu investir todo esforço necessário para o sucesso do projeto. Junto dele, participou da reunião o vice-presidente do Extremo-Oeste, Astor Kist.

No dia 30 de agosto, as instituições irão assinar um termo de cooperação e, então, iniciar as atividades.  Para o presidente da AMC, o “projeto terá um grande impacto social” e contribuirá no desenvolvimento de crianças e adolescentes, que, por diversos motivos, já passaram por algum tipo de violência e merecem a oportunidade de um futuro melhor.

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