Sindiplasc na Escola inova e envolve Programa Novos Caminhos



Projeto é realizado anualmente em Chapecó pelo Sindiplasc, FIESC e Colégio Dom Bosco. Intenção é sensibilizar sobre a importância da reciclagem e da preservação do meio ambiente

Neste ano o projeto Sindiplasc na Escola será diferente. Além de inovar no formato, as ações contribuirão com o Programa Novos Caminhos, com a doação de brinquedos. A abertura ocorreu com a palestra on-line “Conexão neural na infância e o abandono intelectual: dano ou sucesso irreversível”, com a psicóloga, psicopedagoga e mestre Kelly Bueno. O projeto está na terceira edição e é promovido pelo Sindicato da Indústria do Material Plástico do Oeste Catarinense (Sindiplasc), com apoio da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) e do Colégio Dom Bosco. Também ocorreu uma palestra aos pais dos alunos.

Kelly fez uma reflexão com professores, pais e cuidadores das casas lares de Chapecó sobre a atenção na primeira infância – crianças de até 6 anos de idade. Ela enfatizou que essa é a fase mais importante para o desenvolvimento, pois 90% das conexões neurais ocorrem até os 6 anos. “As intervenções na primeira infância refletem na capacidade intelectual, na personalidade e no comportamento social futuro”, frisou.

De acordo com Kelly, o desenvolvimento cerebral das crianças pode ser mais significativo quando existe vínculo, afeto, parceria e conhecimento. Para isso, a relação entre escola e família é essencial. “Quando falamos em desenvolvimento cognitivo é preciso ver a criança na totalidade, considerar sua história de vida, ter empatia e acolher quando necessário, sem julgamentos. Temos tendência de criar vínculo com aquilo que julgamos ser o correto. No processo de cuidar da primeira infância não há espaço para isso, pois se fecha uma janela de oportunidades quando se carimba uma criança”, analisou.

Com a pandemia, o ensino on-line e o tempo de conexão com a internet aumentaram. Isso será um novo desafio aos educadores. “O que vivenciamos desde março de 2020 pode ajudar a pensar no cuidado das crianças, a ressignificar. Nem sempre temos repertório para lidar com o que está acontecendo”, comentou Kelly. Com os smartphones, as crianças e adolescentes carregam o mundo no bolso, têm acesso ao que querem muito rápido, dando uma sensação de prazer o tempo todo. “Não sabemos ao certo que impacto isso terá. Muitas crianças não têm paciência de esperar, não conseguem se organizar, não olham nos olhos. Não conversam, digitam. O desenvolvimento tecnológico acaba trazendo, junto, imaturidade de pensamento. É precioso ter a tecnologia, mas é novo quando avaliamos conexões neurais. Precisamos pensar nisso neste ano. Vamos vencer os desafios que se apresentam se estivermos juntos, na coletividade”, concluiu Kelly.

SOBRE O PROJETO

O Sindiplasc na Escola foi criado em 2016. A intenção é formar cidadãos mais conscientes com relação à sustentabilidade, transmitindo informações que permitam identificar que reciclar é muito mais do que simplesmente separar os resíduos. “Cuidar do meio onde vivemos exige de todos nós compromisso. Percebemos a necessidade de despertar o comprometimento desde cedo para uma geração que vai se deparar com situações emergentes no mundo. Por isso, a importância de mobilizar e conscientizar, mostrando as vantagens e benefícios da reciclagem para que possamos viver em uma sociedade com um ambiente mais equilibrado e ecologicamente correto, com melhor qualidade de vida”, relatou o presidente do Sindiplasc, Roger Dos Anjos.

Neste ano, o projeto recebe também a parceria do SESI, SENAI e IEL e integra as atividades de responsabilidade social do Programa Eu Voluntário – iniciativa da FIESC que tem como propósito contribuir para o desenvolvimento social de Santa Catarina. Será realizada a campanha “Tampinha, a Amiga da Escola”, com coleta de tampinhas pet nas unidades das entidades e no Colégio Dom Bosco que serão vendidas no fim do ano. Os recursos serão revertidos na compra de brinquedos para doar aos serviços de acolhimento atendidos pelo Programa Novos Caminhos. A empresa Alcaplas fornecerá os coletores para as tampinhas.

O vice-presidente regional Oeste da FIESC, Waldemar Schmitz, ressaltou que a Federação apoia o projeto devido à importância do investimento na educação e na formação de jovens conscientes. “Estamos oportunizando que eles conheçam a indústria, desenvolvam o espírito empreendedor e os preparando para a vida. Será uma geração que no futuro estará no mercado de trabalho com um olhar para o mundo de forma consciente”, salientou.

O Programa Novos Caminhos iniciou em 2013 e tem a finalidade de qualificar e profissionalizar os adolescentes inseridos em serviços de acolhimento com idade a partir de 14 anos. É uma iniciativa da FIESC, por meio da área de Responsabilidade Social, da Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (CEIJ/TJSC), junto à Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC), Ordem dos Advogados do Brasil/Santa Catarina (OAB/SC), Associação Catarinense de Medicina (ACM), Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio) e Fundação de Estudos Superiores de Administração e Gerência (Fesag).

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