Amparo psicológico oferecido a adolescentes acolhidos



Amparo psicológico oferecido a adolescentes acolhidos teve continuidade na pandemia

O objetivo do programa Novos Caminhos é preparar o jovem que vive em casas de acolhimento para o mercado de trabalho. Essa preparação também está ligada ao lado emocional dos participantes, tão importante para quem busca uma colocação. A pandemia obrigou todo mundo a ficar isolado, e aqueles que já tinham uma limitação de convivência social sentiram mais ainda. Por conta disso, o amparo psicológico nesse período é fundamental. Os atendimentos oferecidos aos adolescentes do programa não pararam. Em 2021 já foram mais de 105 consultas para 25 participantes no estado.
Na Serra Catarinense os acolhidos em instituições vêm tendo essa atenção profissional. Uma ajuda para amenizar as dores, estabelecer comportamentos e tratar traumas vivenciados. “ Esta escuta ativa é muito importante. É o momento em que eles, trazem as inquietações, anseios e dificuldades que possam ter e serem tratados”, explica Maira Ribas, interlocutora do programa pela Fiesc na Serra.
Ela afirma que as questões cognitivas têm impactos importantes quando se busca uma vaga no mercado de trabalho. “ É preciso estar preparado e com as questões socio-emocionais bem resolvidas. Com o atendimento psicológico essas possibilidades aumentam. Eles precisam desse olhar de um profissional capacitado”. É na Casa de Acolhimento que se identifica quem são os jovens com maior necessidade desse tipo de suporte.
Na região serrana são quatro psicólogos cadastrados para essa atividade. São eles que avaliam e estruturam o plano de atendimentos. Geralmente, os encontros ocorrem durante o ano todo. Nas cidades onde não há consultório, os adolescentes são recebidos em Lages. Quem possibilita financeiramente o trabalho é a Fundação de Estudos Superiores de Administração e Gerência (FESAG), parceira do Novos Caminhos.
Sobre o programa
O programa Novos Caminhos tem como objetivo ajudar jovens que estão prestes a sair das casas de acolhimento pelo limite de idade, ao oferecer alternativas de qualificação para o mercado de trabalho, por meio de cursos profissionalizantes e encaminhamento para vagas de emprego em empresas parceiras do projeto. A ideia é que eles ganhem autonomia e independência financeira na vida fora dos abrigos.
Esta é uma iniciativa do Poder Judiciário catarinense,  da Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) e da Federação das Indústrias de Santa Catarina ( FIESC). Atualmente, também integram o programa a Ordem dos Advogados do Brasil de Santa Catarina (OAB/SC), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio), a Associação Catarinense de Medicina (ACM) e a Fundação de Estudos Superiores de Administração e Gerência (Fesag).

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