Entidades reúnem-se em Blumenau para fazer balanço sobre o programa Novos Caminhos

A desembargadora Rosane Portella Wolff, titular da Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (Ceij-TJ/SC), e membros das entidades que integram o programa Novos Caminhos estiveram reunidos na última segunda-feira (8/10) em Blumenau. Durante o encontro, do qual também participaram representantes das comarcas da região do Vale, foi feito um balanço do programa que possibilita aos adolescentes com idade acima de 14 anos e em situação de acolhimento uma formação para se inserir no mercado de trabalho.

Os profissionais que atuam diretamente com os adolescentes em Ascurra, Blumenau, Indaial, Gaspar e Timbó falaram sobre os desafios e as realizações nessas cidades. “Quando o programa começou, a nossa maior preocupação era dar aos adolescentes uma oportunidade, pois quando eles ingressavam no mercado de trabalho disputavam vagas com outros jovens mais preparados, muitos até com formação em escola particular. Então, neste ano o foco do programa foi a empregabilidade e para isso é preciso ouvir o adolescente, ter sensibilidade e empatia para que ele expresse suas vontades e seus anseios profissionais”, comentou a desembargadora.

 

Ao ingressarem no programa – que iniciou em 2013 -, os jovens vítimas de abandono ou de violência doméstica são acompanhados individualmente e encaminhados a programas de escolarização, qualificação, profissionalização e atividades complementares. Os cursos de formação são ofertados pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), do Serviço Social da Indústria (Sesi) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Após a conclusão dos programas de capacitação, os jovens são encaminhados ao mundo do trabalho.

A coordenadora estadual do programa pela Fiesc, Bianca Pauletti, apresentou os passos do Novos Caminhos e abordou um tema que ainda é motivo de preocupação: a desistência desses alunos após o início dos cursos de formação. “Há uma necessidade de escutar o adolescente para que ele não desista. É preciso orientar e saber quais são as vontades e as perspectivas profissionais de cada um deles. Nossa missão é abrir portas e dar um empurrãozinho para que eles continuem no caminho, respeitando o tempo deles também”, frisou.

A iniciativa é resultado de parceria entre o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, por meio da Ceij, e a Fiesc, a Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SC), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio-SC), a Associação Catarinense de Medicina (ACM) e a Fundação Esag (Fesag).